Pensamento do dia

"A arte é uma mentira que fala a verdade!" (Pablo Picasso)

domingo, 26 de abril de 2009

Uma estrela me olhava

Uma estrela me olhava
Pela telha quebrada
Uma estrela me olhava
Na longa madrugada.

Uma estrela me olhava
Olhava apaixonada
E com amor brilhava
Na longa madrugada.

Uma estrela me olhava
Na longa madrugada
E eu mais a contemplava...

Pela telha quebrada
Uma estrela me olhava
Muito mais apaixonada.
(Foto: Marajó - by Jonas Furtado)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

(En)canto de sereia

Ouvindo nos dias de outrora falar de sereia
Ficava na praia esperando, sentado na areia
A lendária boiar (encantada peixe-mulher)
Do fundo, aparecendo na onda de forma colher.

Mas não vinha a sereia, ela não vinha e eu não a via
Acho que era um filme que me mostrava uma bonita!
De louros cabelos, sedosos - sonho que sentia -
Sim, era sonho, só podia; mas não mulher que imita...

Ouvindo de outrora a lenda da sereia do rio
Eu ficava esperando um toque, visão ou assovio
Um canto de sereia - de princesa a navegar.

Era o porquê da procura infantil de mar em mar
Mas nunca vi a sereia: desse conto o que restou?
Se não existe sereia, por que encantado estou?



Copyright by Jonas Furtado

sexta-feira, 10 de abril de 2009

'Nascer



Ele vai nascer
E vai Jonas ser

Ele nasceu

E é Jonas, seu!



Copyright by Jonas Furtado

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Descoberta


!
Vejam só o que eu desco...brim
A poesia não está no que escrevo
A poesia está no que devo
No que devo sentir em mim.

Copyright by Jonas Furtado

terça-feira, 7 de abril de 2009

Poema poético

O poema é
O barulho de uma lágrima
Desenhado num quadro a céu
É o grito que as pedras deram
E que agora habita o infinito

O poema é
O tamanho do brilho de um planeta
Com sol, carbono e sal
É a hesitação do ser
E de ser a própria explicação

O poema é
O conhecer a si próprio um pouco
É correr na enxurrada como um louco
É a montanha dentro de um grão de areia
É um feito e esse jeito de sentir a veia

O poema é
Provavelmente tudo tudo
O que uma criança diz ao vento...
É um brincar de acontecer
E uma nota que nos faz inteiriçar (inteirecer).

Copyright by Jonas Furtado

domingo, 5 de abril de 2009

Quem não cola...


Nossos dias...
Dalcídio Jurandir/Ester Mouta/Romeu Santos
Augusto Montenegro/Panorama XXI/João Cabral Noronha
Santo Afonso / Augusto Montenegro
Santana do Arari
Romeu Santos / Ester Mouta
Santana do Arari
Ester Mouta (Aureliana Monteiro)
Ester Mouta
Ester Mouta
Ester Mouta
Ester Mouta
Ester Mouta
Ester Mouta
Aureliana Monteiro
Aureliana Monteiro

Aureliana Monteiro
Aureliana Monteiro
Jardim de infância
1973


Copyright by Jonas Furtado

quarta-feira, 25 de março de 2009

Voo






Voo:


essa palavra perdeu as asas

^
o
o
v


incrível como ainda voa
Copyright by Jonas Furtado

quarta-feira, 18 de março de 2009

Futuro





O futuro é acordar...
... de um sonho

Copyright by Jonas Furtado

Telhados



Aquela criança voou
Voou no saguão da vila
Como um sonho real


Ela teve esse poder


Corria e corria e corria
Num salto macio
Alçou voo: viu-se voando...


E o que ela contemplava lá de cima
Eram aqueles telhados velhos
Escondendo velhos lances de vida.


Copyright by Jonas Furtado

quinta-feira, 12 de março de 2009

Soneto de exaltação a Ponta de Pedras


Ponta de Pedras de mil belezas
- A Princesinha do Marajó -
Teus caboclos têm muitas destrezas
Grandeza de uma alegria só.

Teus versos, cantaremos a mil
Cidade, paixão de minha avó
Porque tu és Pedras que tem brasil
Brasil do calor do carimbó.

Rica na época do açaí
Pobre na tiração do palmito
E na miséria vinda daí...

...És forte – tala de jupati –
Por ti nosso amor é infinito
Boa terrazinha onde cresci.

PUBLICADO NA III ANTOLOGIA LITERÁRIA DO MARAJÓ - Foto: Ponta de Pedras by Jonas Furtado

sexta-feira, 6 de março de 2009

Soneto da canção do Marajó


N'água com a canoa de isopor
Invento feliz minha brincadeira
Lembrança cabocla de meu avô
Que foi cultivador de bananeira

És mesmo colossal, meu Marajó
Tens gosto típico de camarão
És a terrazinha de minha avó
Assim és parte de minha emoção

E nessa magia vou mergulhar
Para ver e melhor te contemplar
Marajó, ilha de um certo sabor...

Mistura de maresia e açaí
Quero ser o teu singelo cantor
Para cantar esse amor por aí.
Copyright by Jonas Furtado - PUBLICADO NA III ANTOLOGIA LITERÁRIA DO MARAJÓ / FOTO: Marajó by Jonas Furtado

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dal x Nós


Papel e pena
E uma chuva jorrou
Nos campos sofridos de nossa literatura

Pena e papel
E formou uma cachoeira

Que ininterruptamente está em nós, nascitura

Papel e pena
E Dal, imprescindível Jurandir
Cabocleia, literato, numa Amazônia-
mundifartura

E nós? Qual o papel?
Passarmos em branco, cultivando um ostracismo
De uma jóia rara e feita de humana bravura

Que papel!? Que pena!

(Santana do Arari - Ponta de Pedras, em 1994/ 4º lugar no conc. liter. da Escola de Governo em 2008)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Três casas e um Rio

_ Ponta de Pedras
Viu a luz, alimento da floresta
Viu as pedras de sua densa literatura

_ Cachoeira do Arari
Viu os campos, fomento da obra prima
Viu as chuvas, lágrimas da urdidura

_ Belém do Pará
Viu o grão pro papo da amizade futura
Viu a ponte pra edificação do "Extremo" in natura

... E um Rio - que era também Dalcídio
Onde se viu por inteiro
Boiando de Janeiro a janeiro
IMAGEM: O LIberal
(Escrevi este poema por volta de 2000, em Ponta de Pedras - PUBLICADO NA III ANTOLOGIA LITERÁRIA DO MARAJÓ)
Copyright by Jonas Furtado